A filosofia da Verdade

A filosofia da Verdade

Por muitos anos o Dr. Paul Brunton viajou pelo mundo em busca de mestres e de ensinamentos espirituais, e reuniu sua compreensão e experiência em uma série de livros publicados entre 1935 e 1952.

Durante seus últimos 20 anos, ele interrompeu suas viagens e escreveu filosofia espiritual inspirada em sua própria realização interior. Essas mais de 34.000 inspirações, escritas como anotações individuais em tiras de papel, foram publicadas postumamente em 16 volumes, The Notebooks de Paul Brunton, por membros do Wisdom’s Goldenrod, Centro de Estudos Filosóficos, de 1984 a1988.

Esses escritos posteriores grandemente expandem, esclarecem e aprofundam os caminhos que PB tinha aberto em seus livros anteriores. Enquanto os livros anteriores revelam a progressão de uma compreensão mais profunda, nos Notebooks de Paul Brunton encontramos uma atmosfera de verdade, presente do início até o fim.

Cada anotação é uma abertura distinta para a realidade. Algumas simplesmente nos inspiram intuitivamente, ressoando com nosso ser interno. Outras podem requerer muita ponderação concentrada para serem entendidas. Muitas podem ser usadas como temas de meditação. Uma vez que a realidade para a qual PB nos aponta está além da mente lógica finita, as anotações muitas vezes servem tanto para desfazer conceitos equivocados quanto para informar.

Depois de muita familiaridade com essas ideias, todo um sistema de pensamento, uma "Filosofia da Verdade", começa a emergir. Esta filosofia traz plenitude e equilíbrio. Oferece um compreensão profundo do mundo, uma exploração completa da realidade exterior e interior. Dá uma explicação sobre o significado da experiência humana, um poder de penetrar as aparências e descobrir o que é verdadeiramente real.

A Filosofia da Verdade visa ao nosso despertar, nossa iluminação.

A filosofia da Verdade

Por muitos anos o Dr. Paul Brunton viajou pelo mundo em busca de mestres e de ensinamentos espirituais, e reuniu sua compreensão e experiência em uma série de livros publicados entre 1935 e 1952.

Durante seus últimos 20 anos, ele interrompeu suas viagens e escreveu filosofia espiritual inspirada em sua própria realização interior. Essas mais de 34.000 inspirações, escritas como anotações individuais em tiras de papel, foram publicadas postumamente em 16 volumes, The Notebooks de Paul Brunton, por membros do Wisdom’s Goldenrod, Centro de Estudos Filosóficos, de 1984 a1988.

Esses escritos posteriores grandemente expandem, esclarecem e aprofundam os caminhos que PB tinha aberto em seus livros anteriores. Enquanto os livros anteriores revelam a progressão de uma compreensão mais profunda, nos Notebooks de Paul Brunton encontramos uma atmosfera de verdade, presente do início até o fim.

Cada anotação é uma abertura distinta para a realidade. Algumas simplesmente nos inspiram intuitivamente, ressoando com nosso ser interno. Outras podem requerer muita ponderação concentrada para serem entendidas. Muitas podem ser usadas como temas de meditação. Uma vez que a realidade para a qual PB nos aponta está além da mente lógica finita, as anotações muitas vezes servem tanto para desfazer conceitos equivocados quanto para informar.

Depois de muita familiaridade com essas ideias, todo um sistema de pensamento, uma "Filosofia da Verdade", começa a emergir. Esta filosofia traz plenitude e equilíbrio. Oferece um compreensão profundo do mundo, uma exploração completa da realidade exterior e interior. Dá uma explicação sobre o significado da experiência humana, um poder de penetrar as aparências e descobrir o que é verdadeiramente real.

A Filosofia da Verdade visa ao nosso despertar, nossa iluminação.

O ego e o Eu Superior

O que é o ego? O ego é a pessoa que consideramos ser. Na realidade, o ego é um conjunto de pensamentos, sentimentos, imagens, memórias, hábitos conscientes e inconscientes, incluindo a experiência física, emocional e mental, iluminado pela consciência.

Quando o ego se considera a pessoa real, temos então o problema que PB chama de egoísmo. O egoísmo é o pensamento firmemente mantido do eu pessoal como o ser real, e a resultante separação entre o ego e o Eu Superior. Esta confusão de identidade não é apenas um problema de pensamento, é um profundo hábito mental mantido emocionalmente.

Pensamentos e ações repetidos tornam-se tendências, tendências tornam-se hábitos e o hábito molda a nossa experiência do mundo. Durante um longo período de tempo, os hábitos e o resíduo emocional da atividade do ego se tornam muito fortes. As energias do hábito estão abaixo do pensamento, da vontade e do sentimento conscientes.

PB diz: "Podemos corrigir o erro intelectualmente, mas ainda temos de lidar com o hábito. Tão enraizado é ele, que só um esforço total pode alterá-lo com sucesso. Por isso, um esforço profundo é exigido do indivíduo, invocando o poder da graça para desfazer o hábito. Este esforço é chamado a Busca. "

O ego empresta sua existência a partir de uma fonte mais profunda que PB chama de o Eu Superior. O Eu Superior é a fonte da consciência, da vida e da individualidade do ego e mantém a continuidade da experiência essencial de vida em vida.

PB diz que não podemos descrever totalmente o Eu Superior tal qual é em sua própria natureza – infinita e inefável. Mas podemos descrever a sua presença e seus efeitos. O Eu Superior é o nosso ponto de contato com a realidade. O Eu Superior é consciência e vida. É Verdade, Beleza e Bondade. Ele nunca nasceu e nunca morrerá. O ego é impulsionado pelo Superior como um centro para experienciar o universo.

O Eu Superior está relacionado aos centros individuais de experiência e é também universal. É calmo e ativo, a nossa natureza divina imutável, como também a base da jornada evolutiva humana. É uma partícula da mente infinita, mas não toda a mente infinita: " um raio, não o sol".

A característica mais importante do Eu Superior é a sua presença imediata. O Superior já está e sempre está presente, dentro e por detrás de todos os nossos estados de consciência. Tudo o que precisamos é ter a consciência dele. Mas nem mesmo isso está bem certo – o Eu Superior é consciência, e nós somos isso. Você não pode conhecer o Eu Superior como uma coisa, nem através do pensamento. Você só pode conhecê-lo sendo-o.

A palavra de PB para a imediata, mas não permanente, experiencia de si como Eu Superior é o vislumbre. Ele diz que "o vislumbre pode ser mais bem comparado com um momento de vigília numa longa existência de sono."

O mundo e a Mente-do-Mundo

Vimos que há uma realidade interior, uma mente maior, atrás da pessoa, a qual PB chama de o Eu Superior. Qual é então a realidade por trás do mundo?

Mentalismo é um termo que PB usa para explicar que o mundo é um vasto pensamento, não algo material. Quase todo mundo acredita que o mundo esteja lá fora e que a mente está aqui dentro, e que de alguma forma o mundo entra aqui para ser conhecido. O mentalismo assinala que o mundo não é independente do nosso conhecimento dele. Portanto, o mundo tem a sua existência como uma aparência na mente.

O mentalismo não só mostra que o mundo é um pensamento, mas aponta para o poder criativo e a presença profunda da mente que tem pensamentos.

Agora mesmo você está lendo estas palavras. Você pode dizer com certeza que está ciente das palavras, de seu corpo, do ambiente onde você está sentado. Mas você não pode levar a consciência para fora e olhar para ela do jeito que você olha para as palavras, para o corpo e para o ambiente. A mente que conhece o mundo não pode ser conhecida da mesma forma que o mundo que ela conhece. Este é o mistério da consciência. O fato mais imediato e importante da experiência – consciência – é ignorado enquanto os conteúdos em contínua mudança obtém toda nossa atenção.

Podemos explorar o cérebro tanto quanto quisermos, como um objeto, mas isso não nos leva ao princípio imaterial pelo qual conhecemos ou vemos um cérebro. A consciência cognoscente não pode ser transformada num objeto. A Mente é aquilo que manifesta o mundo e conhece o mundo.

Além disso, esta natureza da mente que é a realidade mais profunda por trás da pessoa e do mundo, através da qual todos nós conhecemos o mundo, não é local nem individual. É cósmica e infinita.

O nome que PB dá à inteligência criativa que manifesta o mundo é Mente-do-Mundo. Ele diz: "O ato de meditação criativa que traz o universo à existência é realizado pela Mente-do-Mundo. Nós, na medida em que experimentamos o mundo, estamos participando deste ato inconscientemente. É um mundo-pensamento e nós somos seres-pensamento.” Poderíamos simplesmente dizer que a Mente do Mundo "pensa" para que o universo exista.

A ideia da Mente-do-Mundo sobre o cosmos, é a Ideia-do-Mundo. É universal e eterna. A Mente-do-Mundo contempla suas ideias eternas e manifesta suas ideias como o cosmos. A ordem e a continuidade da manifestação é chamada de karma.

Cada um de nós compartilha da Ideia-do-Mundo por pensarmos junto com a Mente-do-Mundo. PB diz: "...A Mente-do-Mundo está escondida no fundo de nossas mentes individuais. A Ideia-do-Mundo gera todo o nosso conhecimento. Quem procura corretamente encontra o sagrado silêncio interior e a sagrada atividade no universo...”

A natureza suprema da Mente é imutável consciência inefável, vazia, espontânea e unificada. Quando a Mente está ativa ao manifestar e sustentar o mundo, é a Mente-do-Mundo. Quando presente em e através de centros individuais de experiência, é o Eu Superior.

O duplo propósito da existência humana

Há um propósito duplo para a existência humana. Devemos desenvolver nossa natureza humana e realizar nossa natureza divina.

Estamos aqui para aprender e amadurecermos como um ser humano completo. Nesse processo evolutivo entramos em harmonia com a Ideia-do-Mundo enquanto expressamos nossa singularidade individual. Cada uma das funções da vida deve ser levada ao pleno uso.

Ao mesmo tempo, o Eu Superior é nossa identidade verdadeira, e desenvolveu sua consciência como a pessoa. O Eu Superior é o que realmente somos, mas muitos de nós não o conhecem, ou não ousam nele acreditar. Essa identidade inconsciente e errônea de pensar que somos o ego é a causa de todos os nossos sofrimentos.

Paralelo ao nosso desenvolvimento humano e baseado em nossa maturidade humana, somos trazidos ao nosso propósito mais profundo – reconhecer nossa verdadeira natureza e transferir nossa identidade do ego para o Eu Superior. É a graça do Eu Superior que nos leva a reconhecê-lo.

A busca do Eu Superior

“A Busca do Eu Superior não é mais que o estágio final da longa busca de felicidade da humanidade”. Esta é a primeira anotação no primeiro volume dos dezesseis notebooks de Paul Brunton. Ela é seguida por mais de 34.000 outras anotações que vão ao coração de virtualmente todo aspecto da busca espiritual.

Baseado na dupla natureza do indivíduo como eu egóico e Eu Superior, à dupla natureza da jornada à iluminação – à liberdade, verdade, beleza – PB chama de caminho longo e caminho breve.

PB diz: “O Caminho Longo exige um continuado esforço da vontade, o Caminho Breve uma continuada atenção amorosa.”

O desenvolvimento do ego é a base do caminho longo. No caminho longo refinamos o ego, desenvolvemos nosso potencial humano e aprendemos a silenciar nossos pensamentos e a experimentar a consciência separada de seus conteúdos.

A eterna presença do Eu Superior é a base do caminho breve. No caminho breve nós reconhecemos a eterna presença do Eu Superior, lembramo-nos de ficar na quietude, de afirmar nossa verdadeira identidade como Eu Superior, e nos alinhamos com a Ideia-do-Mundo. A iluminação não é algo a ser adicionado. Não podemos atingir o Eu Superior, pois ele já está lá. O Eu Superior “não é uma meta, mas a realização do que já é”.

Este caminho longo e breve não deve ser considerado separadamente. PB equilibra as duas formas, assume que a pessoa trabalhou um pouco o caminho longo, ou fará o caminho longo junto com o breve. De fato, apenas o primeiro caminho é realmente um “caminho”. PB nos convida a aceitar a ideia de que o Eu Superior está presente desde o princípio.

Como ele aponta: “... a própria busca na qual você embarcou, os estudos que você está fazendo, e as meditações que está praticando são todos inspirados pelo Eu Superior desde o início e sustentados por ele até o fim... Na verdade, você iniciou a busca em obediência inconsciente ao impulso divino. E aquele impulso é o primeiro movimento da Graça.”

Além do mais, no fim, realmente só existe um caminho: o caminho da completa entrega ao Eu Superior. “O caminho longo conduz ao caminho breve, e o caminho breve conduz à graça da ininterrupta presença do Eu Superior.”

Aqueles que amadureceram o bastante para seguir o impulso interior são levados a uma mudança na consciência – que é possível pela graça da entrega e se torna permanente como iluminação.

The notebooks are copyright © 1984-1989 The Paul Brunton Philosophic Foundation

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